Quem sou

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Me chamo Maria de Fátima S. Fernandes Calani, tenho 35 anos, nasci no Rio de Janeiro. Sou filha de um casal sensacional, Tereza e Agostinho (brasileira e português respectivamente), desse relacionamento nasceu meu irmão Antônio e eu, lógico.

Quero com esse blog, contar minha história de vida, compartilhando todas as minhas experiências, meus projetos, sonhos, desejos e poder ajudar com super dicas sobre os mais diversos assuntos.

Começo contando minha trajetória nesses 35 anos… Antes de contar minha história, falo brevemente sobre meus pais, pois foram e são meu alicerce.  Meu pai, nascido em Guimarães – Portugal veio para o Brasil aos 13 anos, sozinho, sem família, sendo colocado por sua mãe em um navio para fugir da guerra. Minha mãe, nascida no Rio de Janeiro – Brasil. Em 1976, no nº 142 da Rua Cabuçu, local de trabalho do meu pai, após um pedido de um simples sorriso, tudo começou… 18 de abril de 1978, se casaram e, como em todo relacionamento, tiveram momentos de glória e tristeza, fortalecendo cada vez mais o relacionamento. Meu irmão nasceu em 1979 e eu em 1981.

No dia 29 de maio do ano de 1981, nascia no bairro do Grajaú, quando tive alta do hospital com minha mãe, infelizmente meu avô veio a falecer comigo nos braços, disse apenas: “minha filhinha, igual sua mãe”.

Meus pais contam que era uma criança levada, do tipo puxava mesa e cadeira para conseguir subir e pular para a casa da vizinha e amiga tia Ana (amiga minha e de minha mãe até hoje); pulava janelas, até que um belo dia cai sobre um jarro de cactos (nem preciso dizer como ficou o meu traseiro); conseguia sair do berço, enfim, não era fácil tomar conta de mim. Na escola, como não gostava de ficar na minha turma (isso com 04 anos), literalmente fugia e invadia a sala dos mais velhos. Quando mais velha, nos intervalos gostava de explorar o colégio, principalmente as alas proibidas. Em resumo, sempre desejava ir além e explorar o desconhecido.

Uma coisa que também sempre gostei foi de ajudar, de cuidar do próximo.  Lembro que com 07 anos, após escutar um comunicado na missa sobre crianças que comiam barro, fiquei tão impressionada que no dia seguinte fui conversar com a diretora da escola. Não lembro de detalhes de minha conversa com a Irmã Felicidade (diretora), apenas sei que solicitei autorização para ir nas salas pedir alimentos. Assim que fui liberada, comecei meu “trabalho”, como era pequena e as pessoas precisavam me escutar, não me apertava, puxava uma cadeira, subia e dava meu recado e, para minha surpresa no dia marcado para receber as doações a porta da escola estava repleta de alimentos. Momento que me marcou muito, tendo a certeza que não há sensação melhor do que ajudar e receber um sorriso em troca.

Com oito anos, tinha certeza do meu desejo de ser médica, no meu aniversário pedi de presente, uma maleta, um estetoscópio e aparelho de pressão, aprendi sozinha como usar, lógico que sem nenhuma técnica, porém ficava feliz. Aos 17 anos, apaixonada por neurocirurgia, resolvi entrar para o curso de instrumentação cirúrgica, bem como comprava livros de medicina e, lógico, um dicionário médico. Após um ano, consegui acompanhar e instrumentar uma neurocirurgia. Nessa época, já “estudava” para o pré-vestibular, não passei após três anos tentando, mas cometi um grande erro. Perdia grande parte do tempo lendo livros de medicina e não focava nas disciplinas do cursinho, como sempre eu querendo ir além do que minha perna alcançava naquele momento. Como não podia e não queria ficar parada, resolvi cursar fisioterapia. Hoje, tenho a certeza que foi ótimo esse período, pois amadureci, conheci amigos fantásticos, cuidei de pessoas que tinham que passar pelo meu caminho, tive a experiência de ter uma clínica sendo sócia de mais três pessoas. Com dois anos de trabalho e vendo que a clínica não dava lucro, resolvi sair da sociedade e fui buscar outro caminho. Não imaginava que com essa saída dois anos depois estaria iniciando meu curso de medicina.

Como o desejo de fazer medicina reviveu? Simples! Na época, conheci um cara que era acadêmico de medicina, bem como trabalhei de maneira voluntária no hospital Pedro Ernesto, pronto, isso foi o suficiente para jogar tudo para o alto, levar meu curriculum no pH (curso pré-vestibular), conseguir uma bolsa e estudar como nunca para conseguir o que queria. Meu objetivo não era faculdade particular, mas não tive coragem de jogar a vaga no lixo, com apenas três meses de cursinho. No período do cursinho conheci meu marido, foi por um site de relacionamento (Par Perfeito), nessa época ele era residente de neurocirurgia. Me convidou para acompanhá-lo em um dos seus locais de trabalho (empresa de punção lombar). Lógico que iria, se não desse certo, iria aprender algo…. Um dia conto sobre nossa história de amor.

Cursei seis longos anos de medicina, nesse período me casei, fui morar em Petrópolis, nasceu meu grande amor Gabriel, minha universidade fechou, tive que lutar como nunca para conseguir me formar. Recordo que um ano antes de formar, decidimos que não queríamos permanecer no Brasil. Onde iniciamos toda uma pesquisa de como seria esse processo de validar o diploma em outro país. Vou escrever um texto contando toda nossa trajetória.

Em setembro de 2014 iniciei minhas atividades como médica, trabalhei por dois anos e cinco meses, em fevereiro de 2017 me mudei definitivamente para Portugal. Essa mudança fez com que escrevesse, no Facebook, meu dia a dia na terrinha. Recebi uma mensagem de minha amiga Angel (um anjo mesmo) falando para montar um blog…. Então, estou cá! Para lhe ajudar e dividir todas essas experiências.

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15 Comments

  1. Débora Alves disse:

    Boa iniciativa! Estou acompanhado! Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Débora Alves disse:

    Boa iniciativa! Estou acompanhado! Beijos!
    Débby

    Curtido por 1 pessoa

  3. Lara capiberibe disse:

    Está excelente seu relato Fátima! Vc escreve muito bem!! Go on 🙂

    Curtido por 1 pessoa

  4. AUGUSTO SAVIO DE SOUSA TORRES disse:

    Que história!
    Eu tb tentei 4x med, antes de dedistir passar em algo mais fácil – fisio, so que emendei a formatura em fisio com o retorno a faculdade, dessa vez med. E aqui edtou, residente de radio oncologia (radioyerapia) e pensando muito em ir morar na terrinha…

    Curtido por 1 pessoa

  5. Maria Celia disse:

    1000 ❤ para você e seu blog Fátima!

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  6. Flavia disse:

    Ola Fatima,
    Em primeiro lugar, quero te agradecer por escrever aqui sua experiencia e por ser solidaria aos que são aventureiros como você!
    Bem, sou médica, e meu advogado, Dr Rafael daqui do RJ esta dando entrada na papelada para conseguir meu numero na ordem dos médicos.
    No momento, preciso conseguir o NIF, para que o processo seja enviado para Portugal, e queria tentar consegui-lo daqui do Brasil, você acha isso possivel?
    Estarei indo eu, meu marido gregory, meus filhos Lara de 7 e Lucas de 11.
    O Rio de Janeiro está num estado de calamidade e não sonsigo mais dar segurança aos que amo tanto.
    Enfim, esse é um pequeno resumo meu, disse ao Rafael que me apresentaria a você.
    Um bj

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    • Fatima Calani disse:

      Oi Flávia, muito obrigada!
      Flávia, o NIF você apenas precisa para dar entrada no pedido de inscrição / autonomia na Ordem dos Médicos, nesse momento da equivalência nào se faz necessário.
      Para conseguir o NIF, você precisa estar em Portugal e ter um português que seja seu responsável. Ambos vão ä loja do cidadão (juntos), então terá seu NIF na mesma hora. O Rafael, se não me engano fornece esse serviço, caso tenha dificuldade em conseguir o NIF.
      Rafael acabou virando nosso amigo, pessoa muito boa e confiável. Você está em ótimas mãos.
      Sei bem como o Rio anda, continuo acompanhando tudo, até porque tenho irmão e amigos ainda no RJ.
      Tenha fé e tudo dará certo.
      Beijo!

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  7. Silvia Visser disse:

    Boa tarde Fátima,
    Achei a sua pagina através de um post que você fez no FB na página de médicos.
    Sou medica infectologista, tenho nacionalidade portuguesa por parte materna, moro no RJ e estou começando a pensar seriamente em sair do Brasil. Tenho uma filha de 7 anos e quero o melhor pra ela no futuro, e aqui não há a médio prazo nenhuma perspectiva de melhora – muito pelo contrário.

    Entrei no site da Universidade do Porto para ter informações quanto a equivalência do diploma, mas não ficou claro pois a equivalência que aparece no site é de Mestre em Medicina. Fiquei perdida um pouco. Tenho também mestrado. Mas quero validar o diploma de medica. Como foi para você?

    Posso te adicionar no FB?
    Abraço e seu blog está ótimo!!!
    Silvia

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    • Fatima Calani disse:

      Olá Silvia, quem tem mestrado e doutorado ajuda no processo. Em portugal todos se formam com mestrado, por isso o nome de equivalência do mestrado intregado.
      Todo o meu processo e do meu esposo eu contei no blog, tem todo o passo a passo.
      Beijo e boa sorte!

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  8. Erickson Munier disse:

    Oi Fatima, obrigado por compartilhar sua experiência…

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